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	<title>Credo in Ecclesia</title>
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	<description>“Ecclesia Dei vivi columna et firmamentum veritatis (1 Tm 3, 15)</description>
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		<title>Credo in Ecclesia</title>
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		<title>Novo endereço</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 11:38:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ian Farias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em comum acordo com o Everth, e com a idéia do Frei Cleiton (colaborador do Salvem a Liturgia e autor do Reflexões Franciscanas), mudei-me para o blog do Everth. A partir de hoje postarei lá. Aqui está o endereço do Ecclesia Una http://beinbetter.wordpress.com Grato pela compreensão! Dêem uma passadinha lá!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=creionaigreja.wordpress.com&amp;blog=12828739&amp;post=1139&amp;subd=creionaigreja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Em comum acordo com o Everth, e com a idéia do Frei</h2>
<h2>Cleiton (colaborador do <a href="http://www.salvemaliturgia.com/">Salvem a Liturgia</a> e autor do</h2>
<h2><a href="http://www.reflexoesfranciscanas.com.br/">Reflexões Franciscanas</a>), mudei-me para o blog do</h2>
<h2>Everth. A partir de hoje postarei lá.</h2>
<h2>Aqui está o endereço do Ecclesia Una</h2>
<h1><strong><a href="http://beinbetter.wordpress.com/">http://beinbetter.wordpress.com</a></strong></h1>
<h2>Grato pela compreensão!</h2>
<h2>Dêem uma passadinha lá!</h2>
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		<title>A Eucaristia é o combustível dos santos</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 11:13:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ian Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Eucaristia]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus Cristo]]></category>

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		<description><![CDATA[Celebramos a Solenidade de Corpus Christi. Jesus que se doa pela redenção da humanidade e para reconciliar os homens com Deus. Verdadeiramente ainda hoje esta reconciliação continua a atualizar-se nas celebrações eucarísticas. A humanidade vê-se, na sociedade hodierna, tomada por uma grande tendência a desprezar os valores religiosos e morais, e, sendo assim, acaba por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=creionaigreja.wordpress.com&amp;blog=12828739&amp;post=1136&amp;subd=creionaigreja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" src="http://www.achiropita.org.br/images/Eucaristia.jpg" alt="" width="211" height="315" />Celebramos a Solenidade de Corpus Christi. Jesus que se doa pela redenção da humanidade e para reconciliar os homens com Deus. Verdadeiramente ainda hoje esta reconciliação continua a atualizar-se nas celebrações eucarísticas. A humanidade vê-se, na sociedade hodierna, tomada por uma grande tendência a desprezar os valores religiosos e morais, e, sendo assim, acaba por desprezar também a eucaristia, o Senhor que quis estar sempre presente conosco de forma tão íntima. Quis habitar em nós, e se o faz não é apenas porque quer que sejamos cristãos, ouvintes atentos da sua palavra. Mas o Senhor quer que nós sejamos hoje palavras vivas. Que sejamos capazes de viver a radicalidade do Evangelho, sem medo, sem frustração. Quem é capaz de dar “sim” ao projeto de Cristo e não foge à luta, é também digno de, com Ele, desfrutar da eterna alegria.</p>
<p style="text-align:justify;">Um grande exemplo disto foi São João Maria Vianney. Estamos para encerrar o Ano Sacerdotal, dele podemos extrair exemplos essenciais para a vida do sacerdote.</p>
<p style="text-align:justify;">Quantas vezes O Santo Cura D’Ars era encontrado rezando diante do Santíssimo? Desde a aurora até o entardecer, ou estava diante do Sacrário ou estava no confessionário.</p>
<p style="text-align:justify;">Quantos sacerdotes, hoje, e quantos de nós cristãos perdemos o amor pela Eucaristia? Quantos têm se preocupado com efemeridades e esquecido a constante necessidade de adorar Jesus eucarístico? <strong>Creio que encontraríamos respostas às nossas dificuldades se antes nos detivéssemos no Cristo que se dá como pão.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Fazemos memória hoje da instituição da Eucaristia. Esta Eucaristia que movia os santos e que deve preencher também a nossa vida. Ela deve ser “combustível” que move toda a nossa ação cristã. Pois, como nos diz o Catecismo da Igreja Católica: “A Eucaristia é fonte e ápice de toda a vida cristã. Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. <strong><span style="text-decoration:underline;">Pois a santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa</span></strong>&#8221; (§1324).</p>
<p style="text-align:justify;">Jesus, na instituição da Eucaristia, diz aos discípulos, e Paulo o repete na sua carta que hoje lemos: “‘Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: ‘Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória’. Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: ‘Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória’” (1 Cor, 23- 25).</p>
<p style="text-align:justify;">Confiando aos discípulos, por conseguinte aos sacerdotes e bispos, o dever de atualizar este sacrifício, Jesus quer que a Eucaristia mova todos os homens de todas as épocas. <span style="text-decoration:underline;">Só teremos uma sociedade melhor quando os homens souberem que a verdadeira Paz reside em Cristo, e que este pode ser encontrado na Eucaristia.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Todas as vezes que a Igreja faz memória deste sacrifício ela mostra aos homens que Jesus ainda se sacrifica, se oferece por eles. A Eucaristia, como cantamos na sequencia, é pão dos anjos, é dado também aos homens, graças à sua perpetuação por Cristo, e não deve ser “lançado aos cães”.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, de maneira simbológica, muitos lançam a Eucaristia aos cães. Pois a desprezam e não vêem nela a força para a caminhada, por vezes longa e cansativa, mas que no fim terá valido a pena.</p>
<p style="text-align:justify;">Sobretudo, sabemos que este sagrado sacramento é <em>misterium fidei</em> (mistério da fé), e não pode ser compreendido, senão por aquilo que realmente é a definição de fé e que nos é apresentada na carta aos Hebreus (Hb 11, 1 ss). Logo, mesmo não vendo o Cristo que se dá sob as espécies de pão e de vinho, a nossa fé nos leva a crer, e mais que isto, nos leva a adorar o Senhor ali escondido.</p>
<p style="text-align:justify;">Que Maria Santíssima, como bem dizia João Paulo II, “mulher eucarística”, nos ajude a termos sempre mais amor à Eucaristia. Ela que nutri e fortalece nossa caminhada cristã.</p>
<p style="text-align:justify;">Fraternalmente, em Cristo Jesus e Maria Santíssima.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/creionaigreja.wordpress.com/1136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/creionaigreja.wordpress.com/1136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/creionaigreja.wordpress.com/1136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/creionaigreja.wordpress.com/1136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/creionaigreja.wordpress.com/1136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/creionaigreja.wordpress.com/1136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/creionaigreja.wordpress.com/1136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/creionaigreja.wordpress.com/1136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/creionaigreja.wordpress.com/1136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/creionaigreja.wordpress.com/1136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/creionaigreja.wordpress.com/1136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/creionaigreja.wordpress.com/1136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/creionaigreja.wordpress.com/1136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/creionaigreja.wordpress.com/1136/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=creionaigreja.wordpress.com&amp;blog=12828739&amp;post=1136&amp;subd=creionaigreja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Catequese de Bento XVI sobre São Tomás de Aquino</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 21:18:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ian Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Bento XVI]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Canção Nova Queridos irmãos e irmãs, após algumas Catequeses sobre o sacerdócio e minhas últimas viagens, retornamos hoje ao nosso tema principal, à meditação de alguns grandes pensadores da Idade Média. Tínhamos visto por último a grande figura de São Boaventura, franciscano, e hoje desejo falar daquele que a Igreja chama de Doctor communis: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=creionaigreja.wordpress.com&amp;blog=12828739&amp;post=1127&amp;subd=creionaigreja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Fonte: <a href="http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=276668" target="_blank"><strong>Canção Nova</strong></a></p>
<p style="text-align:justify;"><em><img class="alignleft" src="http://1.bp.blogspot.com/_JB0tiRLjQmw/TAZZEb0TnLI/AAAAAAAAe5A/KLx6KgA20Wk/s1600/udi2giugno9.jpg" alt="" width="284" height="185" />Queridos irmãos e irmãs,</em></p>
<p style="text-align:justify;">após  algumas <a href="http://noticias.cancaonova.com/list_tag.php?cod=1291&amp;tag=Catequese" target="_blank"><span style="color:#006699;">Catequeses</span></a> sobre o  sacerdócio e minhas últimas viagens, retornamos hoje ao nosso tema  principal, à meditação de alguns grandes pensadores da Idade Média. <a href="http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=275804" target="_blank"><span style="color:#006699;">Tínhamos visto por último a grande  figura de São Boaventura</span></a>, franciscano, e hoje desejo falar  daquele que a Igreja chama de <em>Doctor communis</em>: São Tomás de  Aquino. O meu venerado Predecessor, o Papa <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/index_po.htm" target="_blank"><span style="color:#006699;">João Paulo II</span></a>, na sua <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html" target="_blank"><span style="color:#006699;">Encíclica <em>Fides et Ratio</em></span></a>,  recordou que São Tomás &#8220;foi sempre proposto pela Igreja como mestre de  pensamento e modelo do modo correto de se fazer teologia&#8221; (n. 43). <strong>Não  surpreende que, após Santo Agostinho, entre os escritores eclesiásticos  mencionados no <a href="http://www.vatican.va/archive/ccc/index_po.htm" target="_blank"><span style="color:#006699;">Catecismo da Igreja Católica</span></a>,  São Tomás seja citado mais que qualquer outro, por não menos de  sessenta vezes! </strong>Ele também é conhecido como <em>Doctor  Angelicus</em>, talvez por suas virtudes, em particular a sublimidade do  pensamento e a pureza da vida.</p>
<p style="text-align:justify;">Tomás nasceu entre 1224 e 1225 no  castelo que sua família, nobre e rica, possuía em Roccasecca, próximo a  Aquino, perto da célebre abadia de Montecassino, para onde foi enviado  pelos pais para receber os primeiros elementos de sua instrução. Alguns  anos mais tarde ele transferiu-se para a capital do Reino da Sicília,  Nápoles, onde Federico II tinha fundado uma prestigiada Universidade.  Ali era ensinado, sem as limitações vigentes em outros lugares, o  pensamento do filósofo grego Aristóteles, ao qual o jovem Tomás foi  introduzido, e do qual imediatamente percebeu o grande valor. Mas,  sobretudo naqueles anos passados em Nápoles, nasceu sua vocação  dominicana. Tomás foi de fato atraído pelo ideal da Ordem fundada há  então pouco tempo por São Domingos. No entanto, quando revestiu-se do  hábito dominicano, sua família se opôs a esta opção, e ele foi forçado a  deixar o convento e passar algum tempo com a família.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1245,  já adulto, poderia retomar o seu caminho de resposta ao chamado de Deus.  Foi enviado para Paris para estudar teologia, sob a orientação de um  outro santo, Alberto Magno, sobre o qual falei recentemente. Alberto e  Tomás tiveram uma amizade profunda e verdadeira e aprenderam a se  estimar e querer bem, ao ponto de Alberto desejar que seu discípulo o  acompanhasse a Colônia, para onde havia sido enviado pelos superiores da  Ordem para fundar um studio teológico. Tomás, em seguida, tem contato  com todas as obras de Aristóteles e seus comentadores árabes, que  Alberto apresentava e explicava.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Naquele período, a  cultura do mundo latino era profundamente estimulada pelo encontro com  as obras de Aristóteles, que haviam permanecido desconhecidas por muito  tempo.</strong> Tratava-se de escritos sobre a natureza do conhecimento,  sobre ciências naturais, sobre metafísica, ética e alma, cheio de  informações e intuições que pareciam válidas e convincentes. <strong>Era  toda uma visão completa do mundo desenvolvida sem e antes de Cristo,  através da pura razão, e parecia impor-se à razão como &#8220;a&#8221; visão mesma;  era, portanto, um incrível fascínio para os jovens verem e conhecerem  essa filosofia. </strong>Muitos saudaram com entusiasmo, também com  entusiasmo acrítico, a essa enorme riqueza do saber antigo, que parecia  poder renovar vantajosamente a cultura, abrir completamente novos  horizontes. Outros, porém, temiam que o pensamento pagão de Aristóteles  se opusesse à fé cristã, e recusavam-se a estudá-lo. <strong>Encontraram-se  duas culturas: a cultura pré-cristã de Aristóteles, com sua  racionalidade radical, e a clássica cultura cristã.</strong> Certos  ambientes eram levados a rejeitar Aristóteles também pelo fato de que a  apresentação de tal filósofo havia sido feita pelos comentadores árabes  Avicenna e Averroè. Na verdade, foram eles que transmitiram ao mundo  latino a filosofia aristotélica. Por exemplo, esses comentadores haviam  ensinado que os homens não dispõem de uma inteligência pessoal, mas que  existe apenas um único intelecto universal, uma substância espiritual  comum a todos, que opera em todos como &#8220;única&#8221;: então uma  despersonalização do homem. Um outro ponto discutível veiculado pelos  comentadores árabes era aquele segundo o qual o mundo é eterno como  Deus. Desencadearam-se compreensivelmente disputas intermináveis no  mundo universitário e eclesiástico. A filosofia aristotélica foi-se  difundindo até mesmo entre as pessoas comuns.</p>
<p style="text-align:justify;">Tomás de Aquino, na  escola de Alberto Magno, teve uma importância fundamental para a  história da filosofia e da teologia, diria para a história da cultura:  estudou minuciosamente Aristóteles e seus intérpretes, procurando novas  traduções latinas dos textos originais em grego. Assim, não apoiava-se  mais somente nos comentadores árabes, mas podia ler pessoalmente os  textos originais, e comentou grande parte das obras de Aristóteles,  distinguindo aquilo que era válido daquilo que era dúbio ou devia ser  refutado como um todo, mostrando a consonância com os dados da Revelação  cristã e utilizando larga e agudamente o pensamento aristotélico na  exposição dos escritos teológicos que compôs. <strong>Em definitivo,  Tomás de Aquino mostrou que entre a fé cristã e a razão subsiste uma  harmonia natural. E essa foi a grande obra de Tomás, que naquele momento  de confronto entre duas culturas &#8211; aquele momento no qual parecia que a  fé devia render-se diante da razão &#8211; revelou que elas são  indissociáveis, que quando aparecia razão não compatível com a fé não  era razão, e que quando aparecia fé não era fé de oposta à verdadeira  racionalidade; assim ele criou uma nova síntese, que formou a cultura  dos séculos seguintes</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Pelos seus excelentes dons  intelectuais, Tomás foi chamado a Paris como professor de teologia na  cátedra dominicana. Aqui iniciou também a sua produção literária, que  continuou até sua morte, e que foi prodigiosa: comentários sobre a  Sagrada Escritura, porque o professor de teologia era sobretudo  intérprete da Escritura, comentários sobre os escritos de Aristóteles,  obras sistemáticas poderosas, entre as quais a sobressaliente <a href="http://www.permanencia.org.br/sumateologica/suma.htm" target="_blank"><span style="color:#006699;"><em>Summa Theologiae</em></span></a>,  tratados e discursos sobre vários temas. <strong>Para a composição de  seus escritos, foi assistido por alguns secretários, entre os quais o  irmão Reginaldo de Piperno, que o seguiu fielmente e ao qual foi ligado  por uma amizade fraterna e sincera, caracterizada por uma grande  confidência e confiança. Essa é uma característica dos santos: cultivam a  amizade, porque é uma das manifestações mais nobres do coração humano e  tem em si algo de divino, como Tomás mesmo explicou em algumas <em>quaestiones</em> da<em> Summa Theologiae</em>, na qual ele escreve: &#8220;A caridade é a  amizade do homem com Deus em primeiro lugar, e com os seres que a Ele  pertencem&#8221;</strong> (II, q. 23, a.1).</p>
<p style="text-align:justify;">Ele não permaneceu muito  tempo em Paris. Em 1259, participou do Capítulo Geral dos Dominicanos em  Valenciennes, onde foi membro de uma comissão que estabilizou o  programa de estudos na Ordem. De 1261 a 1265, então, Tomás foi para  Orvieto. <strong>O Papa Urbano IV, que nutria por ele uma grande estima,  lhe confiou a composição dos textos litúrgicos para a festa de <em>Corpus  Domini</em> [<a href="http://wiki.cancaonova.com/index.php/Corpus_Christi" target="_blank"><span style="color:#006699;"><em>Corpus Christi</em></span></a>],  que celebraremos amanhã, instituída na sequência do milagre eucarístico  de Bolsena. Tomás tinha uma alma absolutamente eucarística. Os  belíssimos hinos que a liturgia da Igreja canta para celebrar o mistério  da presença real do Corpo e do Sangue do Senhor na Eucaristia são  atribuídos à sua fé e conhecimento teológico. </strong>De 1265 até 1268,  Tomás residiu em Roma, onde, provavelmente, dirigia um Studium, isto é,  uma Casa de Estudos da Ordem, e onde começou a escrever sua <em>Summa  Theologiae</em> (cf. Jean-Pierre Torrell,Tommaso d’Aquino. L’uomo e il  teologo, Casale Monf., 1994, pp. 118-184).</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1269 foi re-enviado  a Paris para um segundo ciclo de ensinos. Os estudantes &#8211; pode-se  entender &#8211; eram entusiasmados por suas aulas. Um de seus ex-aluno  declarou que uma grandíssima multidão de estudantes seguia os cursos de  Tomás, de modo que as salas de aula mal podiam abrigá-los, e  acrescentava, com uma anotação pessoal, que &#8220;ouvi-lo era para si uma  felicidade profunda&#8221;. A interpretação de Aristóteles dada por Tomás não  era aceita por todos, mas mesmo os seus adversários no campo acadêmico,  como Goffredo de Fontaines, por exemplo, admitiam que a doutrina do  irmão Tomás era superior a outras pela utilidade e valor e servia como  corretivo a de todas os outros doutores. Talvez também para protegê-lo  das vivazes discussões de então, seus superiores enviaram-lhe novamente a  Nápoles, para estar à disposição do rei Carlo I, que desejava  reorganizar os estudos universitários.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Além do estudo e  do ensino, Tomás dedicou-se também a pregar ao povo. E também o povo ia  de bom grado ouvi-lo. Diria que é realmente uma grande graça quando os  teólogos sabem falar com simplicidade e fervor aos fiéis. O ministério  da pregação, além disso, ajuda os próprios estudiosos de teologia a um  são realismo pastoral, e reforça com vivazes estímulos a própria  pesquisa</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Os últimos meses da vida terrena de Tomás  foram circundados por uma atmosfera especial, diria que misteriosa. Em  dezembro de 1273, chamou seu amigo e secretário Reginaldo para  comunicá-lo da decisão de interromper todo o trabalho, porque, durante a  celebração da Missa, havia entendido, após uma revelação sobrenatural,  que tudo o quanto havia escrito até então era apenas &#8220;um monte de  palha&#8221;. É um episódio misterioso, que nos ajuda a compreender não  somente a humildade pessoal de Tomás, mas também o fato de que<strong> tudo o que possamos pensar e dizer sobre a fé, por mais elevado e puro, é  infinitamente superado pela grandeza e beleza de Deus, que nos será  revelada em plenitude no Paraíso.</strong> Alguns meses depois, sempre  mais absorto em uma pensativa meditação, Tomás morre enquanto estava em  viagem a Lyon, aonde estava indo para participar do Concílio Ecumênico  convocado pelo Papa Gregório X. Morreu na Abadia cisterciense de  Fossanova, após ter recebido o Viático com sentimentos de grande  piedade.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A vida e o ensinamento de São Tomás de Aquino  poderia ser resumida através de um episódio transmitido pelos antigos  biógrafos. Enquanto o Santo, como de costume, estava em oração diante do  Crucifixo, no início da manhã na Capela de São Nicolas, em Nápoles,  Domenico da Caserta, o sacristão da igreja, ouviu desenvolver-se um  diálogo. Tomás perguntava, preocupado,se o que ele havia escrito sobre  os mistérios da fé cristã estava certo. E o Crucifixo responde: &#8220;Tu tens  falado bem de mim, Tomás. Qual será a tua recompensa?&#8221;. E a resposta  que Tomás ofereceu é aquela que também nós, amigos e discípulos de  Jesus, desejamos sempre dar: &#8220;Nada além de Ti, Senhor!&#8221;</strong> (Ibid.,  p. 320).</p>
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		<title>Trindade: Fonte e origem da Igreja</title>
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		<pubDate>Sat, 29 May 2010 14:55:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ian Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho]]></category>
		<category><![CDATA[Sagrada Escritura]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste domingo, celebrando a Solenidade da Santíssima Trindade, a Igreja quer mais uma vez reafirmar seu compromisso constante de anunciadora da Verdade que é subsistente nestas três Pessoas. Estamos no centro do mistério da fé cristã. Mas o que precisamente vem à nossa mente quando falamos neste profundo e jamais totalmente entendido mistério da Trindade? [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=creionaigreja.wordpress.com&amp;blog=12828739&amp;post=1120&amp;subd=creionaigreja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" src="http://presentepravoce.files.wordpress.com/2009/08/sstrindade1.jpg?w=246&#038;h=347" alt="" width="246" height="347" />Neste domingo, celebrando a Solenidade da Santíssima Trindade, a Igreja quer mais uma vez reafirmar seu compromisso constante de anunciadora da Verdade que é subsistente nestas três Pessoas. Estamos no centro do mistério da fé cristã. Mas o que precisamente vem à nossa mente quando falamos neste profundo e jamais totalmente entendido mistério da Trindade? Em que precisamente esta consiste?</p>
<p style="text-align:justify;">Em primeiro lugar devo dizer que este artigo não irá apresentar nenhuma solução para se entender o mistério trinitário, se nem mesmo Santo Agostinho e os grandes Santos conseguiram, não serei eu que conseguirei. Apenas desejo exemplificar e dar uma melhor compreensão sobre algo que, superior à mente humana, é incompreensível à nossa natureza.</p>
<p style="text-align:justify;">É na Trindade que a Igreja se reúne. A primeira e a última saudação da Missa, os prefácios, etc. “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (II Cor 13, 13). Comumente esta saudação é usada na celebração eucarística. A Igreja quer seguir os passos da Comunidade Perfeita. Quer estar constantemente unida ao mistério que desvela-se nas Santas Missas.</p>
<p style="text-align:justify;">Na primeira leitura nos-é possível notar que é feita uma profunda analogia com a Trindade, família perfeita e modelo ideal para nossas famílias nos dias hodiernos. “Desde a eternidade fui constituída, desde o princípio, antes das origens da terra” (Pr 8, 23). Sabemos que Deus (Trindade) é um ser infinito. Desde as origens do mundo vemos Deus dialogar com as outras duas pessoas: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança” (Gn 1, 26). Ora, se Ele disse “façamos”, logo não estava sozinho. Mas Deus, Sabedoria suprema, manifesta a sua essência. Já professamos no Credo que Jesus é “consubstancial”, ou seja, da mesma substância do Pai e do Espírito. São Eles três Pessoas em um só Deus. Nenhum age sem plena adesão do outro; pelo contrário, agem juntos e em comum.</p>
<p style="text-align:justify;">Na segunda leitura São Paulo escreve algo que me admira, e ao qual poucos tendem a fazê-lo: “<span style="text-decoration:underline;">Nos gloriemos também de nossas tribulações</span>, sabendo que a tribulação gera a constância, a constância leva a uma virtude provada, a virtude provada desabrocha em esperança; e a esperança não decepciona” (Rm 5, 3-4). Difícil já é suportar uma tribulação, quanto mais gloriar-se nela. Mas é isso que nos exorta o apóstolo. O melhor meio para superar uma tribulação é ter a certeza de que Cristo está conosco, de que, apesar de nossa fraqueza, o Senhor não nos abandona, e mais que isso: Ele prova a nossa fé.</p>
<p style="text-align:justify;">No momento que passo por constantes dúvidas e provações, essa palavra toca profundamente o meu coração. E posso dizer: <em>Sim! Teremos provações</em>. E nelas o Senhor testa a nossa fé, para saber se realmente somos dignos de um dia contemplarmos a sua face. Para ser padre, por exemplo, não basta apenas que você tome isso como meta, achando que superará fácil todas as provações. Posso dizer seguro que isso não acontecerá. <strong>Quem quer servir o Senhor sempre passará por provações e dificuldades</strong>, ainda mais quando não apenas servimos, mas quando tomamos em nós a pessoa do próprio Cristo. Satanás tentará impor barreiras que nós devemos, não saltá-las, pois elas ficarão para trás, mas um dia poderão voltar. Devemos quebrar, derrubar, todas as barreiras que impedem o nosso caminho e o nosso encontro pessoal com Cristo.</p>
<p style="text-align:justify;">Àquele que se confia a Deus e se entrega a oração o Senhor os ajudará a vencer as dificuldades e a darem um sentido novo à suas vidas.</p>
<p style="text-align:justify;">Precisamos passar pelo processo descrito por São Paulo: Tribulação, constância, virtude provada e esperança. Esperança que se fundamenta em Cristo Jesus e na Sua Igreja. E quem mais tem demonstrado esta esperança é a Igreja.</p>
<p style="text-align:justify;">É engraçado como, às vezes, escuto alguém dizer: “Se o Papa voltar a Missa em latim vai acabar com a Igreja”. Ou então: “Se não por um ponto final ao celibato, vai acabar com a Igreja”. Eu digo a estes: ainda que ficasse somente o Papa na Igreja, ela não acabaria. Pois ainda seria uma comunidade unida a Trindade. Que maior comunidade pode haver, senão aquela unida com o Pai, o Filho e o Espírito Santo? Jesus quando disse que as portas do inferno não prevaleceriam, Ele não diz com quantas pessoas. Pois só o Papa, guiado pelo Espírito Santo que “sonda tudo, mesmo as profundezas de Deus” (I Cor 2, 10), é capaz de por abaixo toda a horda demoníaca.</p>
<p style="text-align:justify;">No Evangelho Jesus, no seu discurso de despedida, promete o envio do Paráclito sobre os apóstolos. “Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade&#8230; Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu” (Jo 16, 13-15).</p>
<p style="text-align:justify;">Recordo-me de Santo Hilário de Poitiers que dizia: “Já que a nossa fraqueza não nos permite compreender nem o Pai nem o Filho, o Dom, que é o Espírito Santo, estabelece um certo contato entre nós e Deus, para iluminar a nossa fé nas dificuldades à encarnação de Deus” (<em>Tratado sobre a Trindade</em>).</p>
<p style="text-align:justify;">Este Espírito, recordo o artigo por ocasião da Solenidade de Pentecostes, tem guiado a Igreja, ainda que mediantes as tribulações. A Igreja é imperecível, e o-é mais ainda depois do dia de Pentecostes, naquela gloriosa efusão. Ela anuncia o que lhe foi entregue pelos apóstolos, e a estes entregue por Cristo.</p>
<p style="text-align:justify;">Peçamos a Maria Santíssima que nos oriente para a estrada trinitária. Que nos fortaleça nas tribulações e nos torne perseverantes em nossa fé cristã.</p>
<p style="text-align:justify;">Fraternalmente em Cristo Jesus!</p>
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		<title>O verdadeiro sentido de hierarquia</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 15:04:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ian Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ano Sacerdotal]]></category>
		<category><![CDATA[Clero]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Bento XVI]]></category>

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		<description><![CDATA[[Aqui está na íntegra o texto da Audiência Geral do Papa Bento XVI, realizada na quarta-feira (26/05). Desculpem pelo atraso na tradução.] Munus regendi Queridos irmãos e irmãs, O Ano Sacerdotal chega ao fim, por isso comecei a falar na última catequese sobre as tarefas fundamentais do sacerdote, isto é: ensinar, santificar e governar. Já [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=creionaigreja.wordpress.com&amp;blog=12828739&amp;post=1115&amp;subd=creionaigreja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em><strong>[Aqui está na íntegra o texto da Audiência Geral do Papa Bento XVI, realizada na quarta-feira (26/05). Desculpem pelo atraso na tradução.]</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em>Munus regendi</em></strong></p>
<p><em><img class="alignleft" src="http://img.cancaonova.com/noticias/noticia/276608.jpg" alt="" width="263" height="294" />Queridos irmãos e irmãs,</em></p>
<p style="text-align:justify;">O Ano Sacerdotal chega ao fim, por isso comecei a falar na última catequese sobre as tarefas fundamentais do sacerdote, isto é: ensinar, santificar e governar. Já fiz duas catequeses, uma sobre o ministério da santificação, os Sacramentos sobretudo, e uma sobre o ensinamento. Portanto, hoje gostaria de falar sobre a missão do sacerdote de governar, de guiar, com a autoridade de Cristo, não com a própria, a porção do Povo que Deus os confiou.</p>
<p style="text-align:justify;">Como compreender na cultura contemporânea uma tal dimensão que implica o conceito de autoridade e se origina do mandato mesmo do Senhor de apascentar as suas ovelhas? O que é realmente, para nós cristãos, a autoridade? A experiência cultural, política e histórica do recente passado, especialmente as ditaduras na Europa Oriental e Ocidental no século XX, fizeram o homem contemporâneo suspeito nos confrontos desse conceito. Suspeita-se que, frequentemente, se traduz como necessário o abandono de toda a autoridade, que não vem exclusivamente dos homens e seja imposta por eles, por eles controlada. Mas o olhar sobre os regimes que, no século passado, semearam terror e morte, fortemente recorda que a autoridade, em todos os âmbitos, quando é exercida sem referência ao Transcendente, se ele ignora a autoridade suprema, que é Deus, termina inevitavelmente por voltar-se contra o homem. <strong>É importante reconhecer que a autoridade humana nunca é um fim, mas sempre e apenas um meio e que, necessariamente em todas as épocas, o fim é sempre a pessoa, criada por Deus e com sua dignidade inviolável e chamada a relacionar-se com o próprio Criador, no caminho terreno da existência e na vida eterna; é uma autoridade exercitada em responsabilidade diante de Deus, o Criador.  Uma autoridade intensa, que tem o único propósito de servir o verdadeiro bem da pessoa e ser transparência do único Sumo Bem que é Deus, não só não é estranha aos homens, mas, ao contrário, é uma preciosa ajuda no caminho para a plena realização em Cristo, para a salvação.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A Igreja é chamada e se empenha a exercitar este tipo de autoridade que é serviço, e a exercita não em nome próprio, mas no nome de Jesus Cristo, que do Pai recebeu todo poder no Céu e sobre a terra</strong> (cf. Mt 28, 18). Através dos Pastores da Igreja, de fato, Cristo apascenta seu rebanho: é Ele que os guia, os protege, os corrigi, porque os ama profundamente. Mas o Senhor Jesus, Pastor supremo da nossa alma, quis que o Colégio Apostólico, hoje os Bispos, em comunhão com o Sucessor de Pedro, e os sacerdotes, seus mais preciosos colaboradores, participassem desta sua missão de cuidar do Povo de Deus, de serem educadores na fé, orientando, animando e sustentando a comunidade cristã, ou, como disse o Concílio, “cuidando, especialmente que os fiéis sejam guiados no Espírito Santo para viver o Evangelho à sua própria vocação, a praticar a caridade sincera e ativa e para o exercício dessa liberdade com que Cristo nos libertou” (<em>Presbiterorum Ordinis,</em> 6). Cada pastor, então, é o meio pelo qual Cristo ama os homens: é através do nosso ministério &#8211; queridos sacerdotes &#8211; é através de nós que Deus alcança almas, as instrue, as guarda e as guia. Santo Agostinho, em seu <em>Comentário ao Evangelho de São João</em> diz: &#8220;Seja, portanto, compromisso de amor apascentar o rebanho de Cristo&#8221; (123,5); esta é a norma suprema de conduta para os ministros de Deus, um amor incondicional, como aquele do Bom Pastor, pleno de alegria, aberto a todos, atencioso, atento aos fechados e atencioso para com os distantes (cf. Santo Agostinho, Sermão 340, 1; Discurso 46, 15), sensível aos mais fracos, os pequenos, os simples, os pecadores, para manifestar a infinita misericórdia de Deus com as palavras tranquilizadoras da esperança (cf. Idem, Carta 95, 1).</p>
<p style="text-align:justify;">Se esta tarefa é fundada sobre o Sacramento, todavia sua eficácia não é independente da existência pessoal do presbítero. Para ser um pastor segundo o coração de Deus (cf. Jr 3,15) deve ocorrer um profundo radicamento na viva amizade com Cristo, não só da inteligência, mas também da liberdade e da vontade, uma consciência clara da identidade recebida na Ordenação Sacerdotal, uma disponibilidade incondicional para conduzir o rebanho confiado onde o Senhor quer e não na direção que, aparentemente, parece mais fácil ou conveniente. Isso requer, em primeiro lugar, a contínua e progressiva disponibilidade para deixar que Cristo mesmo governe a existência sacerdotal dos presbíteros. <strong>De fato, ninguém é realmente capaz de apascentar o rebanho de Cristo se não vive em profunda e verdadeira obediência a Cristo e à Igreja</strong>, e a própria docilidade do povo para com os seus sacerdotes depende da obediência dos sacerdotes a Cristo; por isso, na base do ministério pastoral está sempre o encontro pessoal e constante com o Senhor, o conhecimento profundo Dele, o conformar a própria vontade à vontade de Cristo.</p>
<p style="text-align:justify;">Nas últimas décadas, utilizou-se frequentemente o adjetivo “pastoral” quase em oposição ao conceito de “hierárquico”, assim como foi interpretada na mesma oposição a idéia de “comunhão”. É talvez o ponto onde ele pode ser útil para um breve comentário sobre a palavra &#8220;hierarquia&#8221;, que é a denominação tradicional de estrutura sacramental da Igreja de autoridade, ordenada pelos três níveis do sacramento da Ordem: episcopato, presbiterato, diaconato. Prevalece na opinião pública, para a realidade “hierarquia”, o elemento de subordinação e o elemento jurídico; por isso, para muitos a idéia de hierarquia parece estar em contraste à flexibilidade e à vitalidade do senso pastoral e também contraria à humildade do Evangelho. Mas este é um mal-entendido sobre a hierarquia, também causado historicamente pelo abuso de autoridade e pelo carreirismo, que são exatamente abusos e não derivam do próprio ser da realidade “hierarquia”. A opinião comum é que “hierarquia” seja sempre relacionada ao domínio e portanto não corresponde ao verdadeiro sentido da Igreja, da unidade no amor de Cristo. Mas como eu disse, esta é uma interpretação errada, que se originou no abuso da história, mas não responde ao verdadeiro significado daquilo que é a hierarquia. Começamos com a palavra. Geralmente, é dito que o significado da palavra hierarquia seria &#8221; sagrado domínio &#8220;, mas o verdadeiro significado não  é este, é &#8221; sagrada origem &#8220;, ou seja: esta autoridade não vem do homem, mas tem suas origens no sagrado, no Sacramento; então a pessoa submete-se a vocação, ao mistério de Cristo; faz de si um servo de Cristo e só enquanto servo de Cristo este pode governar, guiar por Cristo e com Cristo. Portanto, aqueles que entram na sagrada Ordem do Sacramento, a &#8220;hierarquia&#8221;, não é um autocrata, mas entra em um novo laço de obediência a Cristo: está ligada a Ele em comunhão com os outros membros da Sagrada Ordem, do Sacerdócio. E também o Papa &#8211; ponto de referência para todos os outros pastores e da comunhão da Igreja &#8211; não pode fazer o que quer; pelo contrário, <strong>o Papa é o guardião de obediência a Cristo, sua palavra resume-se na &#8220;<em>regula fidei</em>&#8220;, no Credo da Igreja, e deve preceder na obediência a Cristo e a sua Igreja.</strong> Hierarquia implica uma tríplice ligação: aquela, antes de tudo, com Cristo e a ordem dada pelo Senhor à sua Igreja; depois a ligação com outros Pastores, na única comunhão da Igreja; e, finalmente, a relação com os fiéis confiados ao indivíduo, na ordem da Igreja.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Assim, entendemos que a comunhão e a hierarquia não são contrários uns aos outros, mas são condicionais.</strong> São em si uma coisa só (comunhão hierárquica). O Pastor está apenas guiando e protegendo o rebanho, e às vezes impedindo que ele se disperse. Fora de uma visão clara e explicitamente sobrenatural, não é compreensível a tarefa governar, própria dos sacerdotes. Esse, no entanto, sustentado pelo verdadeiro amor para a salvação de cada fiel, é particularmente precioso e necessário em nosso tempo. Se o objetivo é levar a mensagem de Cristo e conduzir os homens ao encontro com Ele para que tenham vida, a tarefa de guiar se configura como um serviço vivo em uma doação total para a edificação do rebanho na verdade e na santidade, muitas vezes indo contra a corrente e recordando que quem é o maior deve fazer-se menor, e aquele que governa, como aquele que serve (cf. Lumen Gentium, 27).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Onde pode achar hoje um sacerdote a força para o exercício do seu ministério, em plena fidelidade a Cristo e à Igreja, com uma dedicação total ao rebanho? A resposta é uma só: em Cristo Senhor.</strong> O reino de Jesus governar não é aquele do domínio, mas o humilde e amoroso serviço da lavagem dos pés, e a realeza de Cristo sobre o universo não é um triunfo terreno, mas encontra seu ponto culminante no lenho da cruz, que torna-se juízo para o mundo e ponto de referência para o exercício da autoridade que seja verdadeira expressão da caridade pastoral. Os santos, entre eles São João Maria Vianney, praticaram com amor e dedicação a tarefa de tratar a porção do Povo de Deus confiada a ele, mostrando-se também homem forte e determinado, com o único objetivo de promover o verdadeiro bem da almas, capaz de pagar, em pessoa, até o martírio, para permanecer fiéis à verdade e à justiça do Evangelho.</p>
<p style="text-align:justify;">Caríssimos sacerdotes, &#8220;apascentai o rebanho de Deus que vos é confiado, não por constrangimento, mas de boa vontade [...], fazendo-vos modelos para o rebanho&#8221; (1 Pedro 5,2). Portanto, não tenham medo de conduzir a Cristo cada um dos irmãos que Ele vos confiou, seguros que cada palavra e cada atitude, se decorrentes da obediência à vontade de Deus darão frutos; saibam viver apreciando os méritos e reconhecendo os limites da cultura em que estamos inseridos, com a garantia firme de que o anúncio do Evangelho é o maior serviço que se pode fazer aos homens. <strong>Não há, de fato, bem maior nesta vida terrena, que conduzir os homens a Deus, despertando a fé, levantando o homem da inércia e do desespero, dar a esperança de que Deus está próximo e guia a história pessoal e do mundo: este, em definitivo, é o profundo senso de responsabilidade e a última tarefa de governar que o Senhor vos confiou. </strong>Se trata de formar Cristo nos crentes, através do processo de santificação que é conversão dos critérios, da escala de valores, das atitudes, para deixar que Cristo viva em cada fiel. São Paulo assim reassume a sua ação pastoral: &#8220;Meus filhinhos, eu estou novamente em trabalho de parto até que Cristo seja formado em vós&#8221; (Gl 4, 19).</p>
<p style="text-align:justify;">Queridos irmãos e irmãs, convido-vos a rezar por mim, o Sucessor de Pedro, eu tenho uma função específica no governo da Igreja de Cristo, bem como todos os vossos Bispos e sacerdotes. Ore para que nós cuidemos de todas as ovelhas, mesmo aquelas que perderam-se do rebanho que nos foi confiado. Para vós, queridos sacerdotes, dirijo um cordial convite para as comemorações de encerramento do Ano Sacerdotal, nos dias 9, 10 e 11 de Junho, aqui em Roma: meditaremos sobre a conversão e sobre a missão, o dom do Espírito Santo e sua relação com Maria, e renovaremos as nossas promessas sacerdotais, apoiado por todo o Povo de Deus! Obrigado!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/creionaigreja.wordpress.com/1115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/creionaigreja.wordpress.com/1115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/creionaigreja.wordpress.com/1115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/creionaigreja.wordpress.com/1115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/creionaigreja.wordpress.com/1115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/creionaigreja.wordpress.com/1115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/creionaigreja.wordpress.com/1115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/creionaigreja.wordpress.com/1115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/creionaigreja.wordpress.com/1115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/creionaigreja.wordpress.com/1115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/creionaigreja.wordpress.com/1115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/creionaigreja.wordpress.com/1115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/creionaigreja.wordpress.com/1115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/creionaigreja.wordpress.com/1115/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=creionaigreja.wordpress.com&amp;blog=12828739&amp;post=1115&amp;subd=creionaigreja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>25 de maio: São Gregório VII</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 14:15:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ian Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Papas]]></category>
		<category><![CDATA[Santos]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Cléofas Sua vocação era a vida monástica. Mesmo no sólio pontifício usava o capuz beneditino. Hildebrando de Soana, toscano, nascido em 1028, parece ter iniciado sua vida monástica em Cluny. Após ter colaborado com os papas são Leão IX, que o nomeou abade de são Paulo, e Alexandre II, foi proclamado papa pelo povo. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=creionaigreja.wordpress.com&amp;blog=12828739&amp;post=1111&amp;subd=creionaigreja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Fonte:<a href="http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=SANTODIA&amp;id=scd0145" target="_blank"><strong> Cléofas</strong></a></p>
<p><img class="alignleft" src="http://alexandrinabalasar.free.fr/gregorio_7_01.jpg" alt="null" width="203" height="261" /></p>
<p style="text-align:justify;">Sua vocação era a vida monástica. Mesmo no sólio pontifício usava o capuz beneditino. Hildebrando de Soana, toscano, nascido em 1028, parece ter iniciado sua vida monástica em Cluny. Após ter colaborado com os papas são Leão IX, que o nomeou abade de são Paulo, e Alexandre II, foi proclamado papa pelo povo. Era o dia 22 de abril de 1073. Oito dias depois os cardeais confirmaram a eleição, que ele aceitou com “muita dor, gemido e pranto.” Feito papa com o nome de Gregório VII, realizou com muita coragem o programa de reformas, que ele mesmo já havia planejado como colaborador de seus predecessores: luta contra a simonia e contra a intromissão do poder civil na nomeação dos bispos, dos abades e dos próprios pontífices, restauração de uma severa disciplina para o celibato. Encontrou violentas resistências também da parte do clero.</p>
<p style="text-align:justify;">No concílio de Mogúncia os clérigos gritaram: “Se ao papa não bastam os homens para governar as Igrejas locais, que dê um jeito de procurar anjos.” O papa confiava seus sofrimentos aos amigos com cartas que revelavam toda a sua sensibilidade, sujeita a profundos desconfortos, mas sempre pronta à voz do dever: “Estou cercado de uma grande dor e de uma tristeza universal – escrevia em janeiro de 1075 ao amigo S. Hugo, abade de Cluny – porque a Igreja Oriental deserta da fé; e se olho das partes do Ocidente, ou meridional, ou setentrional, com muito custo encontro bispos legítimos pela eleição e pela vida, que dirijam o povo cristão por amor de Cristo, e não por ambição secular.”</p>
<p style="text-align:justify;">No ano seguinte teve de enfrentar o duro desentendimento com o imperador Henrique IV, que se humilhou em Canossa mas, logo depois, retomou as rédeas do império, vingou-se com a eleição de um antipapa e marchou contra Roma. Gregório VII, abandonado pelos próprios cardeais, refugiou-se no Castelo Santo Ângelo, de onde foi libertado pelo duque normando Roberto de Guiscardo. O papa foi depois, em exílio voluntário, para Salermo, e aí morreu, um ano depois, pronunciando a célebre sentença: “Amei a justiça e odiei a iniquidade, por isso morro no exílio.”</p>
<p style="text-align:justify;">Seu corpo foi sepultado na catedral de Salermo. Foi canonizado em 1606. Acostumados a ver neste papa um lutador empenhado com um braço de ferro contra o irrequieto imperador, não devemos esquecer o humilde servo da Esposa de Cristo, a Igreja, por cujo decorro trabalhou e sofreu a fim de que “permanecesse livre, casta e católica.” São as últimas palavras que ele escreveu na carta do exílio de Salermo, para convidar os fiéis a “socorrer a mãe”, a Igreja.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/creionaigreja.wordpress.com/1111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/creionaigreja.wordpress.com/1111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/creionaigreja.wordpress.com/1111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/creionaigreja.wordpress.com/1111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/creionaigreja.wordpress.com/1111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/creionaigreja.wordpress.com/1111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/creionaigreja.wordpress.com/1111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/creionaigreja.wordpress.com/1111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/creionaigreja.wordpress.com/1111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/creionaigreja.wordpress.com/1111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/creionaigreja.wordpress.com/1111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/creionaigreja.wordpress.com/1111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/creionaigreja.wordpress.com/1111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/creionaigreja.wordpress.com/1111/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=creionaigreja.wordpress.com&amp;blog=12828739&amp;post=1111&amp;subd=creionaigreja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Santos espíritos com o Espírito Santo</title>
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		<pubDate>Sat, 22 May 2010 13:33:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ian Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito Santo]]></category>
		<category><![CDATA[Sagrada Escritura]]></category>

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		<description><![CDATA[Para este dia de Pentecostes gostaria de ter feito um podcast. Mas infelizmente ouve um problema com a internet que uso. No entanto, pus-me a escrever o tradicional artigo dominical, que neste domingo é carregado de um forte tema: o Espírito Santo. Verdadeiramente o que pensamos ao falarmos sobre o Espírito Santo, sobre Pentecostes? Seria [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=creionaigreja.wordpress.com&amp;blog=12828739&amp;post=1098&amp;subd=creionaigreja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" src="http://portalcot.com/br/blog/wp-content/uploads/2007/04/arc-pentecostes.gif" alt="" width="264" height="258" />Para este dia de Pentecostes gostaria de ter feito um podcast. Mas infelizmente ouve um problema com a internet que uso. No entanto, pus-me a escrever o tradicional artigo dominical, que neste domingo é carregado de um forte tema: o Espírito Santo.</p>
<p style="text-align:justify;">Verdadeiramente o que pensamos ao falarmos sobre o Espírito Santo, sobre Pentecostes? Seria apenas o dia em que são consolidadas as bases da Igreja, ou o dia em que a Igreja nasce? Não! Em Pentecostes não se realiza apenas a efusão do Espírito e a sua eficácia duradoura, por todo o tempo, na Igreja. Em Pentecostes realiza-se muito mais: realiza-se a unidade perdida pelos homens quando, deixando-se levar pela inveja e por uma demasiada curiosidade, são confundidos por Deus no conhecido episódio da Torre de Babel (cf. Gn 11, 1 – 11).</p>
<p style="text-align:justify;">O Espírito não vem para manifestar confusões. Ele é o Espírito de diversidade, de vários povos, de vários ministérios, de vários dons, no entanto todos nEle são unidos (cf. 1 Cor 12, 3b – 7). Com benigna solicitude, Deus, após ter enviado Seu filho ao mundo para dar a conhecer a única Verdade, nEle subsistente, e após sua gloriosa Ascensão ao Céu, envia o Espírito: “espírito de sabedoria e discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e temor de Deus” (Is 11, 2). Este mesmo Espírito que guiou Jesus a sua vida toda guia hoje a Igreja, de modo não menos importante. Dificuldades e impropérios não a farão sucumbir. <strong>Quem poderá ser vencido se caminha, e mais que isso, se possui em si mesmo o Espírito Santo?</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Foi justamente isto que norteou a vida dos apóstolos e de Maria Santíssima. Mesmo sabendo que haviam muitas pessoas que estavam em oposição ao que eles pregavam, não temeram; foram guiados pelo Paráclito, e, assim, dispuseram toda a sua vida a serviço do Reino de Deus e do amor a Cristo e a Igreja.</p>
<p style="text-align:justify;">Vem-me à mente o texto em que o salmista diz: “O que é o homem, para que te recordes dele, o ser humano, para que com ele te ocupes?” (Sl 8, 5). Hoje poderíamos dizer ao salmista: o homem a que perguntavas sobre por que o Senhor dele si recordara, é aquele que foi agraciado com o Espírito, que em profusão desceu sobre os apóstolos e hoje arde no seio da Igreja, Ele que nos dá o conhecimento da fé. Os homens, do qual o Senhor se lembrou, têm o dom de falar com Cristo, de possuí-lo e de encontrar, mesmo em meio às constantes dificuldades, a Paz que tanto necessitam. “O espírito vem em auxílio de nossa fraqueza” (Rm 8, 26).</p>
<p style="text-align:justify;">Quando se tende a colocar a sabedoria em primeiro plano e vangloriar-se de algo que é dom e que devemos ser gratos a Deus, pois sabemos que não fazemos jus, acabamos por atirar-nos no precipício do egocentrismo. Deste modo caímos num existencialismo vazio. São Paulo nos alerta, e alerta de modo particular a nossa sociedade hodierna, que “a letra mata, mas o Espírito dá a vida” (2Cor 3, 6).</p>
<p style="text-align:justify;">Mas esta intrínseca união deveras traz responsabilidades. Paulo nos diz que os cristãos, que são moradas do Espírito Santo (cf. Rm 8, 9-10), são chamados a estarem em constante combate contra as ciladas do demônio e as “obras da carne: fornicação, libertinagem, devassidão, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, intrigas, discórdias, facções, invejas, bebedeiras, orgias, e coisas semelhantes a essas” (Gl 5, 19-21).</p>
<p style="text-align:justify;">É triste vermos que a humanidade deixa-se, cada dia mais, dominar por tais obras. Elas constituem uma degradação, um retrocesso, na caminhada cristã. E assim São Paulo apresenta os frutos do Espírito: “caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, lealdade, mansidão, continência” (v. 22-23).</p>
<p style="text-align:justify;">Ser cristão não é apenas anunciar a existência de Cristo, não é apenas ir à Missa, sentar-se e escutar o que diz o sacerdote. <strong>O verdadeiro cristão tem coragem de renunciar ao que o mundo propõe e sabe viver com dignidade o que o Evangelho apresenta.</strong> De certo, muitos deixar-se-ão conduzir pelo que lhes faz feliz já nesta vida, renunciando a perspectiva de uma vida futura com Cristo. Para muitos o fardo é pesado, é cansativo e é de grande exigência. Para o cristão o fardo não deixa de ser pesado e angustiante; no entanto ele o carrega mais aliviado, pois pode olhar para o fardo maior que foi a paixão de Cristo, carregando a cruz por nossos pecados. Não obstante tudo isso Ele calou-se, permanecendo manso como um cordeiro.</p>
<p style="text-align:justify;">O apóstolo mais uma vez alerta: “Se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo Espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis” (Rm 8, 13). Que poderia dizer? São palavras duras, mas que dão grande sentido sobre a via que queremos seguir. Os prazeres e más condutas têm se tornado “normais” na sociedade. Edifica-se em muitos lugares a ideologia de que o que deve guiar o destino dos homens não é uma lei moral e natural, instituída por Deus, mas sim os seus desejos e vontades, que muitas vezes são desleais e estão totalmente opostos ao verdadeiro sentido da existência humana.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Adaptar o Evangelho a si, e não adaptar-se ao Evangelho: eis a má conduta que muitos levam nos nossos dias.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Mas o Espírito manifesta-se na Igreja e lhe dá sabedoria e força para superar todas as dificuldades, heresias e tudo aquilo que se levanta contra Nosso Senhor Jesus Cristo e a Sagrada Fé Católica.</p>
<p style="text-align:justify;">“Por Ele, os corações são elevados ao alto, os fracos são conduzidos pela mão, os que progridem na virtude chegam à perfeição. Ele ilumina os que foram purificados de toda a mancha e torna-os espirituais pela comunhão consigo” (S. Basílio Magno, Do Livro sobre o Espírito Santo).</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim, é necessário que peçamos constantemente que o Espírito Santo possa fazer de nós “santos espíritos”. Que nossas almas sejam santas e possam ser vivificadas pelo “sopro” que dá força e ilumina. Que possamo-nos deixar alcançar pelo Espírito da vida.</p>
<p style="text-align:justify;">Que a Virgem Maria torne-nos sempre mais repletos do Espírito Santo. Que sejamos verdadeiras testemunhas deste acontecimento que, mesmo perpassados estes dois mil anos, não perdeu seu vigor e continua a impulsionar-nos ao permanente estado de missão em que a Igreja deve achar-se.</p>
<p style="text-align:justify;">Feliz e Santo Pentecostes!</p>
<p style="text-align:justify;">Fraternalmente em Cristo Jesus!</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Veni Sancte Spiritus</strong></p>
<p style="text-align:center;"><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='600' height='368' src='http://www.youtube.com/embed/Zd4so4fU2rQ?version=3&amp;rel=1&amp;fs=1&amp;showsearch=0&amp;showinfo=1&amp;iv_load_policy=1&amp;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/creionaigreja.wordpress.com/1098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/creionaigreja.wordpress.com/1098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/creionaigreja.wordpress.com/1098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/creionaigreja.wordpress.com/1098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/creionaigreja.wordpress.com/1098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/creionaigreja.wordpress.com/1098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/creionaigreja.wordpress.com/1098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/creionaigreja.wordpress.com/1098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/creionaigreja.wordpress.com/1098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/creionaigreja.wordpress.com/1098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/creionaigreja.wordpress.com/1098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/creionaigreja.wordpress.com/1098/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/creionaigreja.wordpress.com/1098/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/creionaigreja.wordpress.com/1098/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=creionaigreja.wordpress.com&amp;blog=12828739&amp;post=1098&amp;subd=creionaigreja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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